16/09/11

Luan Santana teme morrer em acidente aéreo, como os Mamonas

Em entrevista, o cantor diz como supera a angústia e solidão.



Luan Santana abriu o seu coração. O cantor revelou à revista Tititi que tem medo de morrer num acidente de avião, como ocorreu com o grupo Mamonas Assassinas. A aeronave em que todos os integrantes viajavam, após um show, caiu na Serra da Cantareira, em São Paulo, em Março de 1996. Não houve sobreviventes.

À publicação, Luan relata um dos episódios que o faz temer suas constantes viagens nas tournées Brasil afora:

“Durante um voo para Colatina (ES) chovia demais. Era uma escuridão total, não dava para ver um palmo à nossa frente. O piloto fez várias tentativas de pouso. Os rasantes eram tão fortes, que eu tinha a impressão de que faltava oxigénio e eu iria desmaiar. Naquele dia, pensei que o avião se ia espatifar. Mas, graças a Deus, na quarta tentativa ele conseguiu pousar. Tenho medo de morrer num acidente de avião como os Mamonas Assassinas”.

De acordo com Luan, antes de iniciar o voo ele reza para amenizar o seu medo.

“Todas as vezes que entro num avião eu rezo. Peço pra Deus abençoar o piloto, proteger as pessoas da aeronave e permitir-nos fazer uma viagem tranquila, sem turbulências. Mesmo assim, durante o voo, fico tão tenso que não consigo pregar o olho”, disse Luan para a Tititi.

Num mês, o cantor chega a fazer 25 concertos por todo o Brasil, a agenda lotada e a distância entre os lugares fazem com que o uso de avião seja inevitável, mas o cantor revelou que, se pudesse, só viajaria de autocarro.

“Se pudesse escolher, viajaria de autocarro, sim. Mas não pode ser, como tenho concertos em cidades diferentes do Brasil todo dia, a única forma de chegar a tempo é ir de avião. Hoje estou mais tranquilo, porque alugámos um jato seguro. Quando viajava de monomotor, que é mais frágil, o meu medo era maior”, disse.

Na conversa, o cantor também revelou como faz para matar a saudade da família e a angústia de muitas vezes estar sozinho.

“Já tive dias em que acordei sozinho no hotel e com uma grande agonia, uma vontade doida de voltar para casa. Nessas horas, ligo para a minha mãe. Então, ela conta-me que fez um churrasco, foi ao shopping comprar um edredom... Só de ouvi-la contar essas coisas de família, já fico mais calmo. Não há coisa melhor do que saber que está tudo bem em casa”, finalizou.


Fonte: O Fuxico
Adaptação: LSPT

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